TJ-SP: Coordenadoria da família promove I Encontro de mediação esportiva

publicada no site do TJ-SP

A Coordenadoria da Família e Sucessões (CFS) promoveu ontem (28), na Sala do Servidor do Fórum João Mendes Júnior, o I Encontro de Mediação Esportiva do Tribunal de Justiça, realizado em parceria com a Corregedoria Geral da Justiça e apoio da Presidência. O objetivo era contribuir com o embasamento teórico de jovens mediadores que atuarão no “III Mundial de Futebol de Rua”, que acontecerá entre os dias 1º e 12 de julho na cidade de São Paulo com 24 países participantes. O torneio é promovido pela Organização Não Governamental (ONG) Ação Educativa em parceria com o TJSP.

O juiz coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Central da Capital (Cejusc), Ricardo Pereira Junior, representou o desembargador coordenador da CFS, Paulo Eduardo Razuk, e participou da abertura do evento. “O Mundial de Futebol de Rua tem por objetivo difundir outra prática futebolística, na qual a mediação ocupa lugar privilegiado.” A mesa dos trabalhos também foi composta pelo juiz assessor da CGJ Jayme Garcia dos Santos Junior e pela coordenadora da CFS, Mônica Nardy Marzagão Silva.

A advogada e mediadora do Cejusc, Cinthia Maria Zaccariotto Ferreira, que proferiu palestra, enfatizou que na mediação uma parte não precisa perder para a outra ganhar. “A mediação amplia a visão de mundo e estimula quem dela faz uso – como mediador ou parte – a difundir a paz.”

Outro palestrante, o sociólogo e coordenador de projetos da ONG Ação Educativa, Rodrigo Medeiros, falou sobre o Movimento de Fútbol Callejero. “O futebol de rua, originário do fútbol callejero, é uma prática esportiva e sociopedagógica, que busca entender o futebol como uma estratégia para gerar processos comunitários de transformação e impulsionar o desenvolvimento de lideranças.”

O educador e mediador esportivo do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) Sapopemba e da ONG Ação Educativa, Vandrigo Lugarezi, último expositor do dia, destacou que a metodologia do futebol de rua prevê a presença de um mediador: não há árbitro, os times são mistos e a partida composta por três tempos.  “A reflexão é ponto central na metodologia do futebol de rua.”
O evento contou com 60 participantes, entre eles a mediadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Osmara Nogueira, que avaliou como muita produtiva sua participação no encontro. O tema atraiu também dois empresários do setor esportivo, Guilherme Mil e Lucas Menezes, interessados em ajudar na organização do Mundial.

O juiz Jayme Garcia dos Santos Junior fez o encerramento do encontro, ocasião em que agradeceu a presença dos participantes e conclamou todos à reflexão: “Vamos samplear mais atitudes de amor”.

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