Bem, amigos do fútbol callejero

Por Periferia em Movimento

No futebol padrão rua, não tem vez para Galvão Bueno. Durante as partidas do Mundial de Futebol de Rua, os caminhos percorridos pela pelota nas quatro linhas foi acompanhado pelo Narra Várzea. O coletivo foi criado no ano passado com a união de amigos que têm em comum a arte, a militância nas periferias e a paixão pelo futebol. Desde então, Eduardo Brechó, Dugueto Shabaz, Akins Kintê, Kenyata, DJ Tano e Alex Barcelos percorrem campinhos de terra batida nas quebradas de São Paulo para narrar peladas e campeonatos de futebol de várzea.

A narração irreverente e os comentários bem humorados renderam um convite para participar dos jogos do Mundial. “Somos artistas com uma atuação política contra o racismo e a desigualdade social. Aceitamos participar porque o campeonato também propõe essa discussão”, explica Brechó. Além do futebol de qualidade, os narradores se surpreenderam com a inexistência de brigas nas partidas, o diálogo entre os jogadores e o desempenho de equipes mistas formadas por meninos e meninas. “Esse futebol é uma quebra de paradigmas, até mesmo dos meus próprios preconceitos”, completa Brechó, antes de narrar o jogo final entre Colômbia e Israel.

Além de narrador, Eduardo é músico e integra a banda Aláfia, que mistura hip hop, jazz e ritmos afro-brasileiros

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Na beira do campo a visão é privilegiada e nenhum lance escapa

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