Category Archives: Imprensa

ABC Color
Paraguay en el mundial de fútbol callejero

Abc do Abc
Mundial de Futebol de Rua termina com vitória da Colômbia

Aberje
Mundial de Futebol de Rua termina com vitória da Colômbia; evento teve patrocínio Volkswagen

Agência PT 
Mundial de Futebol de Rua traz 300 atletas ao Brasil

Alto Peças
Mundial de Futebol de Rua termina com vitória da Colômbia; evento teve patrocínio Volkswagen e apoio “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

Amelia Rueda
8 jóvenes representarán a Costa Rica en Mundial de Fútbol Callejero Brasil 2014

Andi
Mundial de Futebol de Rua 2014 recebe delegações de 32 países

Apa prensa
Brasil Acoge El Tercer Campeonato Mundial Alternativo De Fútbol Callejero: “La Pasión Por El Fútbol No Puede Adormecer La Conciencia Ciudadana”

Arquidiocese de São Paulo/Jornal O São Paulo
Mundial Futebol de Rua promove cooperação, solidariedade e respeito

Art Dreams
Volkswagen patrocina Mundial de Futebol de Rua!

Avina.net
Delegações chegam em São Paulo para a disputa do Mundial de Futebol de Rua

Auto Esporte
Mundial de Futebol de Rua começou em São Paulo

BBC
No Mundial do Futebol de Rua, jogadores fazem as regras

Blog da Raquel Rolnik
Brasil: quanto mais Copa do Mundo, menos futebol?

Brasil Econômico
VW e Petrobrás batem bola na rua

Brasil de Fato
Menos competitivo e mais colaborativo, Mundial de Futebol de Rua é “gol de placa”

Brasil Post
Brasil: quanto mais Copa do Mundo, menos futebol?

Brasil El País 
São Paulo recebe a primeira Copa do Mundo de futebol de rua

Cartão de Visitas
Mundial de Futebol de Rua terá final amanhã, com patrocínio Volkswagen e apoio A Chance to Play

Catraca Livre
Mundial de Futebol de Rua reúne jovens amantes do esporte

Cavesa
Volkswagen realiza 1º Mundial de Futebol de Rua no Brasil

CBN
São Paulo é a sede da Copa do Mundo de Futebol de Rua

CEERT
Largo da Batata sedia partidas do Mundial de Futebol de Rua

Centro de Referências em Educação Integral
Mundial de futebol de rua reúne jovens de todo mundo em julho

Cidade de Aveiro
SP recebe em julho Mundial de Futebol de Rua

Clarín 
“Las sociedades salen de sus baches desde la cooperación”

Claro Sports
Colômbia conquista título do “Futebol de Rua” no Brasil

Confederação Israelita do Brasil 
Israel participa do Mundial de Futebol de Rua em São Paulo; respeito às regras vale como gols

Cuba si
Colombia, campeón mundial de fútbol callejero en Brasil

TV Cultura
Mundial Futebol de Rua – Mais Cultura – 16/07/14

DCI
São Paulo recebe Mundial de Futebol de Rua, com 20 países

Delegação da Alemanha
Mundial de Futebol de Rua – São Paulo – 01 a 12/07

Desacato
Alternativa à Copa do Mundo, Mundial de Futebol de Rua receberá seleções de 32 países

Diário de São Paulo
São Paulo recebe o Mundial de Futebol de Rua

Diário de Taubaté
Volks patrocina Mundial de Futebol de Rua, em São Paulo, apoiado pelo “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

Diário do Rodrigo Garcia
Mundial de Futebol de Rua 2014: Festa Colombiana

DyJay Tecnologias em eventos
Mundial de Futebol de Rua tem início em São Paulo com patrocínio Volkswagen e apoio do ““A chance to play – o direito de brincar”

EBC
São Paulo sedia Mundial de Futebol de Rua

El Heraldo
¡Somos campeones del Mundial de Fútbol Callejero en Brasil!

El Hombre
Brasil receberá Munidal de Futebol de Rua em 2014

El tiempo
Colombia ganó el título de Fútbol Callejero en Brasil

El Universo
El Mundial de Fútbol Callejero

Emisora Atlantico
Campeonato Mundial de Fútbol Callejero, en Brasil

Envión La Matanza
II Encuentro de Fútbol Callejero

Esporte Interativo
Colômbia conquista título do “Futebol de Rua” no Brasil

Exame.com
Brasil é sede do Mundial de Futebol de Rua. E porque isso é muito mais que um evento esportivo

Flickr/Helcio
Mundial de Futebol de Rua. #CopaNaRua

Folha de São Paulo/Folhinha
Campeonato Mundial de Futebol de Rua começa em São Paulo
No rastro da Copa, São Paulo e Rio têm torneios de futebol de rua

Futebol Arte
Mundial de Futebol de Rua

Gazeta de Pinheiros
Mundial de Futebol de Rua tem jogos no Largo da Batata
Vídeo: São Paulo é palco do Mundial de Futebol de Rua

Geledes Instituto da Mulher Negra
Longe do “padrão FIFA”, jovens da periferia de 20 países se encontram no Mundial de Futebol de Rua

Globo
Mundial de Futebol de Rua começa em São Paulo
São Paulo recebe o Mundial de Futebol de Rua
Jovens de 20 países participam do Mundial de Futebol de Rua
Time do Brasil fica de fora da disputa pelo primeiro lugar do Mundial de Futebol de Rua

Goal
Colômbia vence o Mundial de Futebol de Rua realizado em São Paulo

Grabois
Equipes de 20 países disputam Mundial de Futebol de Rua em São Paulo

Guarulhos Web
Mundial de Futebol de Rua termina com vitória da Colômbia

Guayaquil.gob.ec
Ecuador terminó en quinto puesto del Mundial de Fútbol callejero. Municipio de Guayaquil auspició seleccionado tricolor

Hypeness
Seleção Hypeness: 10 projetos que usam o poder mobilizador do futebol para mudar o mundo

IG
Sem padrão Fifa, Mundial de Futebol de Rua corre atrás de financiamento coletivo

Imprensa Volkswagen
Volkswagen do Brasil patrocina Mundial de Futebol de Rua, em São Paulo, apoiado pelo “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

Infobae
“El principal flagelo que existe es la falta de espacios para los pibes”

Interjornal
Jogadores decidem quem vai vestir a camisa do Brasil no Mundial de Futebol de Rua no próximo domingo (22/06)

Jornal do Brasil
Fase final da Copa de Futebol de Rua começa nesta segunda

Juventud Organización
Finaliza el Mundial de Fútbol Callejero São Paulo 2014

Mais Futebol
Mundial de futebol de rua em São Paulo

Marketing Registrado
Colombia ganó el Mundial de Fútbol Callejero Brasil 2014

Meio e Mensagem
Volks apoia Mundial de Futebol de Rua

Mistura Urbana
São Paulo será palco do Mundial de Futebol de Rua

Movimento 18 Razões
São Paulo sedia Mundial de Futebol de Rua

Muda mais (Portal Dilma – Copa do Mundo 2014
Brasil sediará Mundial de Futebol de Rua em Julho
Criolo apoia a realização do Mundial de Futebol de Rua, apoie você também!

NBR
Jovens de 20 países participam do Mundial de Futebol de Rua

Observatório do Terceiro Setor
Brasil sedia 5ª edição do Mundial de Futebol de Rua

Oficina Brasil
Mundial de Futebol de Rua tem início em São Paulo com patrocínio Volkswagen e apoio do “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

Periferia em Movimento
Mundial de Futebol de Rua

Plantão News
Colômbia é Campeã Mundial de Futebol de Rua no Brasil

Portal Aprendiz
Mundial de Futebol de Rua ocupa espaço público de São Paulo e mostra lado social do futebol

Portal Terra
Mundial de Futebol de Rua reúne 20 países em SP
SP recebe jovens de 20 países para Mundial de Futebol de Rua
Colômbia conquista título do “Futebol de Rua” no Brasil
No Mundial do Futebol de Rua, jogadores fazem as regras
Rapper Criolo apoia realização do Mundial de Futebol de Rua

Portal Vermelho
Socióloga do Mundial de Futebol de Rua conta a experiência no Brasil

PP El Verdadero
Ecuador estará presente en Mundial de Fútbol Callejero

Programa Encrenca/RedeTV
Encrenca visita o mundial de futebol de rua
Carol Portaluppi é ‘eleita’ Musa do Mundial de Futebol de Rua

Programa Nacional de Modernização da Advocacia
TJSP promoverá sessões de conciliação no ‘Mundial de Futebol de Rua 2014’

Programação Museu do Futebol
19h – 21h – Cerimônia de abertura do Mundial de Futebol de Rua

Promenino
Final do Mundial de Futebol de Rua mostra o esporte como ferramenta de transformação social

Pulsar Brasil
São Paulo sedia Mundial de Futebol de Rua durante a Copa

RCN La Radio
Colombia goleó a Perú en mundial de Fútbol Callejero

Rede Bom Dia
São Paulo recebe o Mundial de Futebol de Rua

Rede Brasil Atual
Em paralelo à Copa, São Paulo sedia Mundial de Futebol de Rua

Rede Serv Peças
Volkswagen realiza 1º Mundial de Futebol de Rua no Brasil

Revista Suor
São Paulo recebe Mundial de Futebol de Rua em julho

SBT
São Paulo sedia a 3ª edição da Copa do Mundo de Futebol de Rua

Semanario La Tribuna
Guatemala participará en Mundial de Fútbol Callejero

Só Esporte
Mundial de Futebol de Rua 2014 recebe delegações de 32 países

SportTV
Colômbia leva a melhor sobre Israel na final da Copa de futebol de rua

Sumarse
Jóvenes panameños viajan al Mundial de Fútbol Callejero en Brasil

Super Top Motor
Aquecimento do jogão da semifinal: Mundial de Futebol de Rua em São Paulo

Télam
Fútbol Callejero: se lanzó “El otro Mundial” Brasil 2014 

TJ-SP
TJSP participa de abertura do Mundial de Futebol de Rua e oferece serviços à população
TJSP participa de lançamento do III Mundial de Futebol de Rua

Tucuman Sports
Colombia Fue Campeón Mundial En El Fútbol Callejero

Tudo Oeste
Mundial de Futebol de Rua acontece até dia 12

TV Brasil
3ª Mundial de Futebol de Rua começa em São Paulo
Começa e cerimônia de abertura do Mundial de Futebol de Rua em SP
Cerca de 300 jovens estão em SP para disputar o Mundial de Futebol de Rua
São Paulo assiste partida de apresentação do Mundial de Rua
Centenas de adolescentes estão em SP para o Mundial de Futebol de Rua

Unisinos
Delegação do PEI / AABB Comunidade que vai ao Mundial de Futebol de Rua visita o Presidente da FUNDERGS
Programa Esporte Integral representa o Brasil no Mundial de Futebol de Rua
Registros do Mundial de Futebol de Rua – 30/06, 01/07, 02/07 e 03/07

UOL
Colômbia conquista título do “Futebol de Rua” no Brasil
Após rompimento com a Fifa, Mundial de Futebol de Rua é realizado no Brasil
Mundial de futebol de rua: atletas da periferia de 20 países jogam em SP

Vila Mundo
Largo da Batata sedia partidas do Mundial de Futebol de Rua

Vivi el Oeste
La Selección de Fútbol Callejero viajó a San Pablo para jugar su Mundial

Yahoo Notícias
Mundial de Futebol de Rua: aprender além do esporte

do Promad

O Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio do Comitê de Ação Social e Cidadania (CASC) e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), participará, no próximo dia 5, do ‘Mundial de Futebol de Rua 2014’.
No Centro de Educação Unificado (CEU) de Paraisópolis, um dos locais do evento, será montada a estrutura de um centro de conciliação, que atenderá, gratuitamente, casos de Direito de Família para tentativas de acordos. São, por exemplo, pedidos de divórcio, conversão de separação em divórcio, definição de pensão alimentícia, definição de guarda e visita, reconhecimento espontâneo de paternidade, reconhecimento e dissolução de união estável, entre outros.
No dia, a partir das 8 horas, serão distribuídas 100 senhas para as sessões de conciliação. Os interessados devem levar, de acordo com o caso, documento de identificação com foto; certidão de nascimento ou RG dos filhos menores de idade; certidão de casamento (para os que irão se divorciar); certidão de casamento com a averbação da separação (para os casos de conversão de separação em divórcio).
Haverá, ainda, atendimento para orientações na área de Família e distribuição de folders explicativos sobre o trabalho dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), tendo por objetivo os atendimentos futuros de casos que não puderem ser resolvidos prontamente.
Mundial de Futebol de Rua – Entre os dias 1º e 12 de julho, 300 jovens de todos os continentes estarão em São Paulo para participar do Mundial. Em iniciativa do Movimiento de Fútbol Callejero, rede latino-americana que envolve 12 países, o torneio pretende tratar de questões como violência, discriminação e exclusão social por meio da metodologia do Fútbol Callejero (Futebol de Rua, em português), prática esportiva e sociopedagógica idealizada por Fabian Ferraro, ex-jogador de futebol argentino.
Serão 28 delegações de 24 países, que ficarão hospedadas em seis CEUs, localizados em bairros da periferia paulistana. Na primeira fase do campeonato, além das partidas eliminatórias – das quais apenas 16 times passam para a próxima etapa –, os centros também receberão atividades culturais e debates promovidos em articulação com as comunidades do entorno.
O evento no Brasil é organizado pela ONG Ação Educativa, que contatou o Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio do Comitê de Ação Social e Cidadania, em busca de apoio. Outros setores do TJSP, além do Nupemec, também colaboraram: Coordenadoria da Família e Sucessões, Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo e Coordenadoria da Infância e Juventude.

Serviço
TJSP Concilia no Mundial de Futebol de Rua 2014
Data: 5/7
Local: CEU Paraisópolis
Endereço: Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, s/nº, Jardim Parque Morumbi
Horário: distribuição de senhas a partir das 8 horas

do Catraca Livre

Entre 1º e 12 de julho, São Paulo recebe 28 delegações de 24 países para participar do Mundial de Futebol de Rua. Os jogos acontecem sempre às 14h, com entrada Catraca Livre. Os grupos ficam hospedados em 6 CEUs (Centro de Educação Unificado), localizados em bairros da periferia paulistana.

Na primeira fase do campeonato, além das partidas eliminatórias – das quais apenas 16 times passam para a próxima etapa – os centros ainda recebem atividades culturais e debates promovidos em articulação com as comunidades do entorno.

Entre os dias 7 e 11 de julho, acontecem as oitavas e quartas de final na Arena do Largo da Batata. Já no dia 12, a grande arena da Avenida Ipiranga recebe os jogos da semi-final e final. Antes dos jogos decisivos, as outras 28 seleções fazem partidas de exibição entre si, e shows musicais complementam a festa.

São 6 polos que atuam implementando a metodologia do Futebol de Rua: CEU Capão Redondo, CEU Cedeca Sapopemba, Projeto Meninos e Meninas de Rua, Movimento Nacional da População Moradora de Rua, Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e UNAS de Heliópolis.

da Agência Brasil

Um campeonato de futebol em que nem sempre a equipe que faz mais gols sai vencedora e em que valores como a solidariedade, o cumprimento de regras e a cooperação sempre contam pontos. Este é o Mundial de Futebol de Rua, evento que entra em sua terceira edição e ocorre na capital paulista entre os dias 1º e 12 de julho, quase ao mesmo tempo que a Copa do Mundo.

Nesta edição, a primeira sem vinculação com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 300 jovens e adolescentes entre 16 e 21 anos, de 24 países, participam do evento. “No encontro com organizações no Uruguai, em 2012, houve um rompimento com a Fifa ao entender que ela é uma grande violadora de direitos”, disse Rodrigo Medeiros, coordenador de mobilização do Mundial de Futebol de Rua, que ressaltou que o evento não é uma mobilização contra a Copa. “Não temos um discurso contra a Copa do Mundo, mas queremos pontuar violações de direitos que ocorrem por causa do evento. A Copa do Mundo é um evento para homens adultos e jovens. Onde estão as mulheres e as crianças? Não existem ações pensadas nisso”, acrescentou.

Neste campeonato, as regras são um tanto quanto diferentes de um jogo profissional de futebol. Dois times mistos entram em campo, mas não há um juiz, e sim um mediador. Além disso, há três tempos técnicos: no primeiro, os times e o mediador definem as regras básicas do jogo. No segundo, a bola rola levando em conta as regras que foram definidas anteriormente. O terceiro tempo é dedicado à reflexão, em que os participantes conversam sobre a partida. Também é neste momento em que ocorre um diálogo sobre os valores e a atribuição de pontos.

“Cada regra estabelecida vale um ponto. Inclusive, o time que ganhou leva três pontos e, o time que perdeu, sai com um ponto para não sair derrotado. Há três regras como pilares: respeito, cooperação e solidariedade, fora outras que são criadas a cada jogo. Então, o time que ganha por gols não necessariamente ganha a partida na somatória dos pontos. Não é só o gol que faz a pontuação, mas o cumprimento das regras”, explicou Medeiros.

As delegações ficarão hospedadas em seis centros de educação unificados (CEUs) da capital. As unidades também vão receber atividades culturais e debater com as comunidades do entorno, contribuindo para um intercâmbio cultural.

A primeira fase do campeonato acontece entre os dias 1º e 6 de julho, quando acontece o intercâmbio cultural dentro dos CEUs. Entre os dias 7 e 11 de julho, fase em que ocorrem as oitavas e quartas de final, os movimentos sociais vão ocupar o Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, para fazer plenárias e assembleias.

“Serão cinco dias de ação no Largo da Batata e de discussões sobre violações de direitos humanos, tais como a questão da criança e do adolescente em grandes eventos, a desapropriação durante a Copa e a higienização das cidades nessa época. O Largo da Batata será uma grande tribuna popular durante os jogos”, disse Medeiros. “Acontecem dois jogos pela manhã e um à tarde e, no encerramento, um debate. Todos os dias haverá um debate público”, acrescentou. No dia 12 de julho, as partidas semifinais e a grande final serão realizadas entre a Avenida Ipiranga e a Avenida São João, no centro de São Paulo.

“Entendemos que o futebol sozinho não faz a revolução ou a mudança social que a gente espera. Mas é uma ferramenta poderosa para a incidência de políticas públicas, que é o nosso grande objetivo tal como ocupar a cidade e discutir os direitos humanos com a prática do futebol. É um futebol colaborativo”.

Rede Brasil Atual

Julho de 2014, Brasil: jogadores de futebol de todos os continentes estão no país para disputar a Copa do Mundo. Mas não só aquela tradicional organizada pela Fifa. Nesta época a bola vai rolar também na Copa do Mundo de Futebol de Rua, que reunirá 300 adolescentes de comunidades pobres de 24 países em São Paulo, para um torneio que espera um público de pelo menos 10 mil pessoas.

É esse futebol mesmo que você pensou – e muito possivelmente já jogou: na rua, sem juiz, com colegas de diferentes idades e tipos físicos, sem as delimitações do campo e vez ou outra interrompido para ajustar alguma regra de última hora. O jogo sairá da rua para ser disputado em duas arenas públicas montadas no Largo da Batata, na zona oeste, onde ocorrerão as oitavas e quartas de finais, e na avenida Ipiranga, na região central, onde será a semi-final e a grande final.

A disputa, que ocorre de 7 a 12 de julho, segue a metodologia chamada Futebol de Rua, desenvolvida na Argentina pelo ex-jogador Fabian Ferraro, que idealizou o Movimiento Fútbol Callejero. Só no país vizinho ele já é utilizado por 1.200 organizações sociais, em geral na região da Patagônia, nas favelas de Buenos Aires e na região metropolitana da cidade.

O Futebol de Rua é necessariamente jogado com equipes mistas, sendo necessário pelo menos um menino ou uma menina no time. As regras são definidas entre as duas equipes, com base em princípios de cooperação, solidariedade e participação. Ganha quem mais respeitá-las.

Não existem juízes e sim mediadores, que têm a função de apenas facilitar o jogo. Ele é divido em três tempos: no primeiro, os dois times entram em um acordo sobre qual serão as regras, com a ajuda de um mediador social; no segundo, a bola rola com ousadia, alegria e respeito aos combinados estipulados no primeiro tempo; no terceiro, os jogadores conversam sobre como será atribuída a pontuação e fazem as contas. Afinal, dependendo do que foi acordado, um gol feito coletivamente pode valer mais pontos que o gol de um único atleta.

“Com o futebol criamos espaços de diálogo e de democracia, como uma ferramenta de cidadania”, conta Ferraro. “Tentamos recuperar a essência do futebol de rua, atuando muitas vezes em zonas de conflito. A ideia é possibilitar que esses jovens comecem a ter voz em suas comunidades.”

“Na verdade, é só ajuda-los a fazer o que sempre fizeram nas brincadeiras, mas alertando sobre os princípios de solidariedade. A gente só saiu das ruas e foi para a quadra”, explica o educador social Marcelo Borges, que treina 15 meninas e dois meninos de Heliópolis, na zona sul, para participar da disputa. Os treinos são todas as terças e quintas, das 20h30 às 22h, na quadra da União de Núcleos, Associações e Sociedade de Moradores (Unas) de Heliópolis. “Mas não vamos deixar ninguém de fora. Aqueles que não foram para a Copa disputarão campeonatos paralelos”, conta a mediadora Adriana Nascimento, também de Heliópolis.

São Paulo tem seis polos onde se pratica futebol de rua: Capão Cidadão, Cedeca Sapopemba, Projeto Meninos e Meninas de Rua (São Bernardo), Movimento Nacional da População Moradora de Rua e Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, além da Unas de Heliópolis. Os atletas se reunirão em duas seleções, que disputarão com delegações de países como Chile, África do Sul, Austrália, Alemanha, França, Filipinas e Estados Unidos.

Eles ficarão hospedados em seis Centro de Educação Unificados (CEUs), localizados em bairros da periferia de São Paulo, que foram cedidos pela prefeitura. Enquanto os jovens não estiverem nos jogos, eles participarão de atividades culturais com artistas das regiões. “Nossos meninos da Patagônia viajarão por 54 horas de ônibus para chegar a São Paulo”, diz Ferraro.

“Essa aqui é o nosso Neymar”, brinca a jogadora Jackeline Miranda, de 19 anos, apontando para a colega de time Bruna Eduarda, de 20 anos. “Não é verdade! Jogamos todas juntas e aprendemos umas com as outras e com os meninos. Eu amo futebol e por isso sonho em estudar educação física”, conta. “Aqui entre nós já temos nossas regras combinadas: não tem lateral, o goleiro pode sair e jogamos um no gol e três na linha. No mundial vamos ter que combinar com os outros times, com pessoas que falam outras línguas. Vai ser interessante”, completa Jackeline, entusiasmada.

Esta é a terceira vez que o Mundial de Futebol de Rua é realizado em paralelo à Copa do Mundo. A primeira foi na Copa da Alemanha, em 2006, e depois na Copa da África do Sul, em 2010. Essa, porém, é a primeira ocasião em que todos os continentes terão times na disputa.

“Em 2009 a Fifa nos procurou oferecendo uma parceria para o realizar o evento, mas não foi como imaginamos. A entidade entende o futebol como um negócio e nós, como desenvolvimento social. Por isso, este ano decidimos não aceitar a parceria e estamos muito satisfeitos com a magnitude que o evento vem tomando”, conclui Ferraro.

do IG

Evento de cunho social será realizado em São Paulo em julho e busca R$ 60 mil em site para custear viagem de participantes. Ideia é reunir até os descontentes com a Copa no país

Segundo a última versão da Matriz de Responsabilidades, de setembro de 2013, o custo da Copa do Mundo no Brasil será de R$ 25,5 bilhões. Pouco mais de 0,01% desse valor, cerca de R$ 3 milhões, seria suficiente para organizar o Mundial de Futebol de Rua, que reunirá 300 adolescentes e jovens representando 24 países em São Paulo entre 1º e 12 de julho. Mas o torneio, que visa a inclusão social por meio do esporte mais popular do Brasil, não se beneficia do “padrão Fifa”, expressão que resume os gastos públicos com estádios no país e se popularizou com manifestações populares contrárias à Copa. Por isso o crowdfunding, modelo de financiamento coletivo via internet, virou alternativa para ajudar no custeio.

Lançada há uma semana, a campanha tenta arrecadar R$ 60 mil para arcar com parte da viagem dos participantes, mas a adesão ainda é pequena – R$ 610 até a noite de quarta-feira. Com o lançamento oficial do torneio, nesta sexta-feira, no Largo da Batata, Zona Oeste de São Paulo, e o engajamento dos envolvidos nas redes sociais, como o rapper Criolo, a esperança é de que as doações aumentem. “Na verdade o financiamento é para repor o fluxo de caixa. As passagens já estão acertadas, nós já assumimos o risco”, disse ao iG Esporte o coordenador executivo do Comitê Local de organização do Mundial de Futebol de Rua, Antonio Eleilson Leite. Ele também integra a Ação Educativa, uma organização não governamental ligada à cena cultural da cidade.

Dos pouco mais de R$ 3 milhões do orçamento total, Leite diz ter R$ 2,3 milhões. Boa parte do dinheiro vem do projeto A Chance To Play, custeado pelo Comitê Internacional dos Trabalhadores da Volkswagen. A Prefeitura de São Paulo apoia a competição e cedeu seis unidades dos CEUs (Centros de Artes e Esportes Unificados) para hospedar as delegações. A 33 dias da abertura, os organizadores seguem em busca de patrocinadores. Não estar vinculado à Fifa, inclusive, tem dificultado na hora de selar parcerias.
A relação com a entidade até existiu, entre 2006 e 2010, quando o Movimiento de Fútbol Callejero, a Fifa do futebol de rua, ajudou a promover a modalidade nas Copas da Alemanha e da África do Sul. Sem a parceria, o grupo toma cuidados para que suas ações não sejam relacionadas à Copa no Brasil, mesmo com a coincidência de datas – a abertura, em 1º de julho, é no mesmo dia de um confronto pelas oitavas de final na Arena Corinthians. “Tem gente que às vezes chama de Copa de Mundial de Rua. Não, nada de Copa… É Mundial de Futebol de Rua. Uma das medidas que tomamos também para evitar problemas foi não traduzir para o inglês (street football) justamente para não confundir com o que a Fifa promove. Tomamos conhecimento que a Fifa comunicou a Prefeitura de São Paulo para se desvincular de qualquer relação com o movimento”, contou Antonio Eleilson Leite.

Ao contrário da Copa, o espírito não é de competição. O objetivo do Mundial é promover inclusão, tanto que os três times de futebol de rua do Brasil serão composto por jovens carentes e moradores de rua. A maioria dos jogos acontecerá no Largo da Batata, que virou um dos pontos de concentração de manifestações populares em São Paulo. Nem a arena, para 750 pessoas, nem o evento serão empecilhos caso grupos queiram ir ao local para protestos. “No Brasil, os projetos envolvendo futebol para jovens estão muito ligados à formação de atletas. Nossa ligação são com os direitos humanos”, explicou Leite, citando uma exibição feita com moradores de rua na Cracolândia, região central de São Paulo. “Queremos recuperar a essência do futebol, recuperar a rua como espaço para jogar futebol. Nosso evento pode atrair inclusive os insatisfeitos com a Copa. É uma chance para mostrar que o futebol é para todos”, completou. As finais, dia 12 de julho (véspera da decisão da Copa, no Maracanã), serão na Avenida Ipiranga.

O Mundial usa a metodologia do Fútbol Callejero, criada pelo ex-jogador argentino Fabian Ferraro, que busca entender o futebol como estratégia para gerar processos comunitários de transformação e impulsionar o desenvolvimento de lideranças, e dessa forma estimular princípios como solidariedade, cooperação e inclusão social.

As partidas, divididas em três períodos, nem sempre são decididas com bola rolando. Os times têm seis integrantes e são mistos, com homens e mulheres. No primeiro tempo, as equipes acertam quais serão as regras básicas com a ajuda de um mediador social – não há árbitro. No segundo, ocorre o jogo em si. Na etapa final, os participantes decidem qual será a pontuação. Um gol nascido de uma jogada coletiva, com toque de bola, tende a receber mais valor do que o saído da individualidade, por exemplo. São artifícios para estimular a integração. “A gente diz que não há perdedor no futebol de rua, ninguém sai sem pontos de um jogo. Também não usamos a palavra “contra”. Não é um contra o outro, e sim uma partida entre esse e aquele time”, explicou Leite.

Ferraro teve a ideia de criar um método de integração social usando o futebol ao testemunhar uma partida entre gangues rivais em Moreno, na Argentina, pois a única forma de as facções se entenderem era jogando bola. “É um futebol politizado, ligado a causas sociais, usado em periferias como forma de combate ao narcotráfico. O futebol tem esse potencial para mediar conflitos”, afirmou o coordenador do Mundial.

Por ser o “berço” do futebol de rua, os times argentinos são apontados como favoritos. Três equipes representarão o Brasil no Mundial: a Unisinos, de São Leopoldo (RS), uma formada por moradores de rua de São Paulo e outra que será uma fusão da Cedeca, que promove oficinas de futebol no bairro de Sapopemba (Zona Leste), com o Movimento dos Meninos de Rua de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

publicada no site do TJ-SP

A Coordenadoria da Família e Sucessões (CFS) promoveu ontem (28), na Sala do Servidor do Fórum João Mendes Júnior, o I Encontro de Mediação Esportiva do Tribunal de Justiça, realizado em parceria com a Corregedoria Geral da Justiça e apoio da Presidência. O objetivo era contribuir com o embasamento teórico de jovens mediadores que atuarão no “III Mundial de Futebol de Rua”, que acontecerá entre os dias 1º e 12 de julho na cidade de São Paulo com 24 países participantes. O torneio é promovido pela Organização Não Governamental (ONG) Ação Educativa em parceria com o TJSP.

O juiz coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Central da Capital (Cejusc), Ricardo Pereira Junior, representou o desembargador coordenador da CFS, Paulo Eduardo Razuk, e participou da abertura do evento. “O Mundial de Futebol de Rua tem por objetivo difundir outra prática futebolística, na qual a mediação ocupa lugar privilegiado.” A mesa dos trabalhos também foi composta pelo juiz assessor da CGJ Jayme Garcia dos Santos Junior e pela coordenadora da CFS, Mônica Nardy Marzagão Silva.

A advogada e mediadora do Cejusc, Cinthia Maria Zaccariotto Ferreira, que proferiu palestra, enfatizou que na mediação uma parte não precisa perder para a outra ganhar. “A mediação amplia a visão de mundo e estimula quem dela faz uso – como mediador ou parte – a difundir a paz.”

Outro palestrante, o sociólogo e coordenador de projetos da ONG Ação Educativa, Rodrigo Medeiros, falou sobre o Movimento de Fútbol Callejero. “O futebol de rua, originário do fútbol callejero, é uma prática esportiva e sociopedagógica, que busca entender o futebol como uma estratégia para gerar processos comunitários de transformação e impulsionar o desenvolvimento de lideranças.”

O educador e mediador esportivo do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) Sapopemba e da ONG Ação Educativa, Vandrigo Lugarezi, último expositor do dia, destacou que a metodologia do futebol de rua prevê a presença de um mediador: não há árbitro, os times são mistos e a partida composta por três tempos.  “A reflexão é ponto central na metodologia do futebol de rua.”
O evento contou com 60 participantes, entre eles a mediadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Osmara Nogueira, que avaliou como muita produtiva sua participação no encontro. O tema atraiu também dois empresários do setor esportivo, Guilherme Mil e Lucas Menezes, interessados em ajudar na organização do Mundial.

O juiz Jayme Garcia dos Santos Junior fez o encerramento do encontro, ocasião em que agradeceu a presença dos participantes e conclamou todos à reflexão: “Vamos samplear mais atitudes de amor”.

no blog do Vinicius Lordello, da Revista Exame

Durante os dias 1 e 12 de julho,portanto em paralelo à Copa do Mundo FIFA 2014, 300 jovens e adolescentes de todos os continentes chegam a São Paulo para participar do Mundial de Futebol de Rua. Em iniciativa organizada pelo Movimiento de Fútbol Callejero, rede latino-americana que envolve 12 países, o torneio pretende tratar de questões como violência, discriminação e exclusão social por meio da metodologia do Fútbol Callejero (em português: Futebol de Rua). Serão 28 delegações de 24 países, que ficarão hospedadas em 06 CEUs (Centro de Educação Unificado), localizados em bairros da periferia paulistana.

O lançamento do evento ocorre neste sábado (26/abril) e as atividades começam a partir das 12h, na Rua Helvetia em frente à base do Programa De Braços Abertos – ação da Prefeitura que busca reduzir o consumo de crack na região – com uma roda de conversa entre os times das organizações que atuarão como polos de difusão e implementação da metodologia do Futebol de Rua no Brasil.

unnamed

São seis polos envolvidos: Capão Cidadão, Cedeca Sapopemba, Projeto Meninos e Meninas de Rua (São Bernardo), Movimento Nacional da População Moradora de Rua, Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e UNAS Heliópolis (União de Núcleos, Associações e Sociedade de Moradores de Heliopolis e São João Clímaco). Além dos jogos entre os polos, encontro também vai contar com o cortejo do Bloco de Carnaval EURECA – Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente – que em 2014 desfilou com o tema “Copa do Mundo: uma goleada de violações” –, intervenções artísticas como graffiti, sarau-narração dos jogos e exibição de filmes. Para Cerimônia de Abertura, já está confirmada a presença da vice-prefeita Nádia Campeão.

Para o coordenador de cultura da Ação Educativa, Antonio Eleílson Leite, lançar o Mundial de Futebol de Rua nesta região que ficou conhecida como Cracolândia tem um valor simbólico expressivo. “Queremos aproximar nossa proposta de futebol de rua das populações mais excluídas, já que a força dessa prática esportiva é a inclusão social e a mediação de conflitos. Estar na Cracolândia é uma declaração em alto e bom som do lugar que queremos ocupar, chamando a atenção para as desigualdades e injustiças, apontando para uma estratégia de conscientização. Estar na rua e nela jogar bola será a expressão maior do sentimento de acolhida que o futebol callejero promove pelo Mundo”, ressalta.

Metodologia de inclusão

O Futebol de Rua é jogado com equipes mistas de homens e mulheres. As regras são definidas coletivamente entre as duas equipes e ganha a partida quem mais respeitá-las. Não há juízes e sim mediadores que atuam para facilitar os processos e não para definí-los. As regras são organizadas a partir de eixos como cooperação, solidariedade e participação. Desta forma, um gol feito coletivamente, pode valer mais que um gol de um/a único/a atleta.

Jogado assim, o futebol torna-se uma poderosa ferramenta para mediação de conflitos, formação de lideranças, desenvolvimento de grupos, coletivos e organizações de base comunitária.

Uma partida normalmente se organiza em três tempos.No primeiro, é formada a roda onde são estabelecidas as regras do jogo, divisão de equipes, sistema de pontuação, valores e acordos iniciais. No segundo, acontece o jogo em si. E no terceiro, as duas equipes avaliam se os acordos iniciais foram cumpridos. É nesse momento que todos

têm a oportunidade de falar como se sentiram durante o jogo, se existiu respeito, solidariedade, cooperação e tolerância, e se todos agiram de forma a promover um ´jogo limpo´.

Todas as informações são anotadas em uma planilha, na qual são registrados os gols da partida e a nota atribuída pelos participantes aos valores praticados durante o jogo. É a partir dela que se decide o vencedor da partida. De acordo com a metodologia, todos participantes são responsáveis por cumprir o que estabeleceram, gerenciando possíveis conflitos e praticando valores como respeito, solidariedade, tolerância e cooperação. Mais informações no site