ABC Color
Paraguay en el mundial de fútbol callejero

Abc do Abc
Mundial de Futebol de Rua termina com vitória da Colômbia

Aberje
Mundial de Futebol de Rua termina com vitória da Colômbia; evento teve patrocínio Volkswagen

Agência PT 
Mundial de Futebol de Rua traz 300 atletas ao Brasil

Alto Peças
Mundial de Futebol de Rua termina com vitória da Colômbia; evento teve patrocínio Volkswagen e apoio “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

Amelia Rueda
8 jóvenes representarán a Costa Rica en Mundial de Fútbol Callejero Brasil 2014

Andi
Mundial de Futebol de Rua 2014 recebe delegações de 32 países

Apa prensa
Brasil Acoge El Tercer Campeonato Mundial Alternativo De Fútbol Callejero: “La Pasión Por El Fútbol No Puede Adormecer La Conciencia Ciudadana”

Arquidiocese de São Paulo/Jornal O São Paulo
Mundial Futebol de Rua promove cooperação, solidariedade e respeito

Art Dreams
Volkswagen patrocina Mundial de Futebol de Rua!

Avina.net
Delegações chegam em São Paulo para a disputa do Mundial de Futebol de Rua

Auto Esporte
Mundial de Futebol de Rua começou em São Paulo

BBC
No Mundial do Futebol de Rua, jogadores fazem as regras

Blog da Raquel Rolnik
Brasil: quanto mais Copa do Mundo, menos futebol?

Brasil Econômico
VW e Petrobrás batem bola na rua

Brasil de Fato
Menos competitivo e mais colaborativo, Mundial de Futebol de Rua é “gol de placa”

Brasil Post
Brasil: quanto mais Copa do Mundo, menos futebol?

Brasil El País 
São Paulo recebe a primeira Copa do Mundo de futebol de rua

Cartão de Visitas
Mundial de Futebol de Rua terá final amanhã, com patrocínio Volkswagen e apoio A Chance to Play

Catraca Livre
Mundial de Futebol de Rua reúne jovens amantes do esporte

Cavesa
Volkswagen realiza 1º Mundial de Futebol de Rua no Brasil

CBN
São Paulo é a sede da Copa do Mundo de Futebol de Rua

CEERT
Largo da Batata sedia partidas do Mundial de Futebol de Rua

Centro de Referências em Educação Integral
Mundial de futebol de rua reúne jovens de todo mundo em julho

Cidade de Aveiro
SP recebe em julho Mundial de Futebol de Rua

Clarín 
“Las sociedades salen de sus baches desde la cooperación”

Claro Sports
Colômbia conquista título do “Futebol de Rua” no Brasil

Confederação Israelita do Brasil 
Israel participa do Mundial de Futebol de Rua em São Paulo; respeito às regras vale como gols

Cuba si
Colombia, campeón mundial de fútbol callejero en Brasil

TV Cultura
Mundial Futebol de Rua – Mais Cultura – 16/07/14

DCI
São Paulo recebe Mundial de Futebol de Rua, com 20 países

Delegação da Alemanha
Mundial de Futebol de Rua – São Paulo – 01 a 12/07

Desacato
Alternativa à Copa do Mundo, Mundial de Futebol de Rua receberá seleções de 32 países

Diário de São Paulo
São Paulo recebe o Mundial de Futebol de Rua

Diário de Taubaté
Volks patrocina Mundial de Futebol de Rua, em São Paulo, apoiado pelo “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

Diário do Rodrigo Garcia
Mundial de Futebol de Rua 2014: Festa Colombiana

DyJay Tecnologias em eventos
Mundial de Futebol de Rua tem início em São Paulo com patrocínio Volkswagen e apoio do ““A chance to play – o direito de brincar”

EBC
São Paulo sedia Mundial de Futebol de Rua

El Heraldo
¡Somos campeones del Mundial de Fútbol Callejero en Brasil!

El Hombre
Brasil receberá Munidal de Futebol de Rua em 2014

El tiempo
Colombia ganó el título de Fútbol Callejero en Brasil

El Universo
El Mundial de Fútbol Callejero

Emisora Atlantico
Campeonato Mundial de Fútbol Callejero, en Brasil

Envión La Matanza
II Encuentro de Fútbol Callejero

Esporte Interativo
Colômbia conquista título do “Futebol de Rua” no Brasil

Exame.com
Brasil é sede do Mundial de Futebol de Rua. E porque isso é muito mais que um evento esportivo

Flickr/Helcio
Mundial de Futebol de Rua. #CopaNaRua

Folha de São Paulo/Folhinha
Campeonato Mundial de Futebol de Rua começa em São Paulo
No rastro da Copa, São Paulo e Rio têm torneios de futebol de rua

Futebol Arte
Mundial de Futebol de Rua

Gazeta de Pinheiros
Mundial de Futebol de Rua tem jogos no Largo da Batata
Vídeo: São Paulo é palco do Mundial de Futebol de Rua

Geledes Instituto da Mulher Negra
Longe do “padrão FIFA”, jovens da periferia de 20 países se encontram no Mundial de Futebol de Rua

Globo
Mundial de Futebol de Rua começa em São Paulo
São Paulo recebe o Mundial de Futebol de Rua
Jovens de 20 países participam do Mundial de Futebol de Rua
Time do Brasil fica de fora da disputa pelo primeiro lugar do Mundial de Futebol de Rua

Goal
Colômbia vence o Mundial de Futebol de Rua realizado em São Paulo

Grabois
Equipes de 20 países disputam Mundial de Futebol de Rua em São Paulo

Guarulhos Web
Mundial de Futebol de Rua termina com vitória da Colômbia

Guayaquil.gob.ec
Ecuador terminó en quinto puesto del Mundial de Fútbol callejero. Municipio de Guayaquil auspició seleccionado tricolor

Hypeness
Seleção Hypeness: 10 projetos que usam o poder mobilizador do futebol para mudar o mundo

IG
Sem padrão Fifa, Mundial de Futebol de Rua corre atrás de financiamento coletivo

Imprensa Volkswagen
Volkswagen do Brasil patrocina Mundial de Futebol de Rua, em São Paulo, apoiado pelo “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

Infobae
“El principal flagelo que existe es la falta de espacios para los pibes”

Interjornal
Jogadores decidem quem vai vestir a camisa do Brasil no Mundial de Futebol de Rua no próximo domingo (22/06)

Jornal do Brasil
Fase final da Copa de Futebol de Rua começa nesta segunda

Juventud Organización
Finaliza el Mundial de Fútbol Callejero São Paulo 2014

Mais Futebol
Mundial de futebol de rua em São Paulo

Marketing Registrado
Colombia ganó el Mundial de Fútbol Callejero Brasil 2014

Meio e Mensagem
Volks apoia Mundial de Futebol de Rua

Mistura Urbana
São Paulo será palco do Mundial de Futebol de Rua

Movimento 18 Razões
São Paulo sedia Mundial de Futebol de Rua

Muda mais (Portal Dilma – Copa do Mundo 2014
Brasil sediará Mundial de Futebol de Rua em Julho
Criolo apoia a realização do Mundial de Futebol de Rua, apoie você também!

NBR
Jovens de 20 países participam do Mundial de Futebol de Rua

Observatório do Terceiro Setor
Brasil sedia 5ª edição do Mundial de Futebol de Rua

Oficina Brasil
Mundial de Futebol de Rua tem início em São Paulo com patrocínio Volkswagen e apoio do “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

Periferia em Movimento
Mundial de Futebol de Rua

Plantão News
Colômbia é Campeã Mundial de Futebol de Rua no Brasil

Portal Aprendiz
Mundial de Futebol de Rua ocupa espaço público de São Paulo e mostra lado social do futebol

Portal Terra
Mundial de Futebol de Rua reúne 20 países em SP
SP recebe jovens de 20 países para Mundial de Futebol de Rua
Colômbia conquista título do “Futebol de Rua” no Brasil
No Mundial do Futebol de Rua, jogadores fazem as regras
Rapper Criolo apoia realização do Mundial de Futebol de Rua

Portal Vermelho
Socióloga do Mundial de Futebol de Rua conta a experiência no Brasil

PP El Verdadero
Ecuador estará presente en Mundial de Fútbol Callejero

Programa Encrenca/RedeTV
Encrenca visita o mundial de futebol de rua
Carol Portaluppi é ‘eleita’ Musa do Mundial de Futebol de Rua

Programa Nacional de Modernização da Advocacia
TJSP promoverá sessões de conciliação no ‘Mundial de Futebol de Rua 2014’

Programação Museu do Futebol
19h – 21h – Cerimônia de abertura do Mundial de Futebol de Rua

Promenino
Final do Mundial de Futebol de Rua mostra o esporte como ferramenta de transformação social

Pulsar Brasil
São Paulo sedia Mundial de Futebol de Rua durante a Copa

RCN La Radio
Colombia goleó a Perú en mundial de Fútbol Callejero

Rede Bom Dia
São Paulo recebe o Mundial de Futebol de Rua

Rede Brasil Atual
Em paralelo à Copa, São Paulo sedia Mundial de Futebol de Rua

Rede Serv Peças
Volkswagen realiza 1º Mundial de Futebol de Rua no Brasil

Revista Suor
São Paulo recebe Mundial de Futebol de Rua em julho

SBT
São Paulo sedia a 3ª edição da Copa do Mundo de Futebol de Rua

Semanario La Tribuna
Guatemala participará en Mundial de Fútbol Callejero

Só Esporte
Mundial de Futebol de Rua 2014 recebe delegações de 32 países

SportTV
Colômbia leva a melhor sobre Israel na final da Copa de futebol de rua

Sumarse
Jóvenes panameños viajan al Mundial de Fútbol Callejero en Brasil

Super Top Motor
Aquecimento do jogão da semifinal: Mundial de Futebol de Rua em São Paulo

Télam
Fútbol Callejero: se lanzó “El otro Mundial” Brasil 2014 

TJ-SP
TJSP participa de abertura do Mundial de Futebol de Rua e oferece serviços à população
TJSP participa de lançamento do III Mundial de Futebol de Rua

Tucuman Sports
Colombia Fue Campeón Mundial En El Fútbol Callejero

Tudo Oeste
Mundial de Futebol de Rua acontece até dia 12

TV Brasil
3ª Mundial de Futebol de Rua começa em São Paulo
Começa e cerimônia de abertura do Mundial de Futebol de Rua em SP
Cerca de 300 jovens estão em SP para disputar o Mundial de Futebol de Rua
São Paulo assiste partida de apresentação do Mundial de Rua
Centenas de adolescentes estão em SP para o Mundial de Futebol de Rua

Unisinos
Delegação do PEI / AABB Comunidade que vai ao Mundial de Futebol de Rua visita o Presidente da FUNDERGS
Programa Esporte Integral representa o Brasil no Mundial de Futebol de Rua
Registros do Mundial de Futebol de Rua – 30/06, 01/07, 02/07 e 03/07

UOL
Colômbia conquista título do “Futebol de Rua” no Brasil
Após rompimento com a Fifa, Mundial de Futebol de Rua é realizado no Brasil
Mundial de futebol de rua: atletas da periferia de 20 países jogam em SP

Vila Mundo
Largo da Batata sedia partidas do Mundial de Futebol de Rua

Vivi el Oeste
La Selección de Fútbol Callejero viajó a San Pablo para jugar su Mundial

Yahoo Notícias
Mundial de Futebol de Rua: aprender além do esporte

A convocação dos jogadores que vão disputar uma Copa do Mundo sempre é tema de debate e discussões intermináveis entre amigos e especialistas em futebol, mas a decisão final pertence a uma só pessoa: o técnico.

Você já imaginou os atletas sentando em uma roda e discutindo entre eles quem vai jogar e quem fica de fora? Parece estranho? É exatamente isso que vai acontecer no próximo dia 22/06, quando serão formadas as duas delegações que irão representar o Brasil no Mundial de Futebol de Rua, que ocorre em São Paulo, entre os dias 1 e 12 de julho.

O Mundial de Futebol de Rua contará com a participação de 300 jovens, de 24 países, que vão disputar partidas baseadas no bom e tradicional futebol de rua, aquele jogado nos terrenos baldios ou nas ruas de bairros. Produzido por várias organizações, o Mundial é baseado na metodologia do Fútbol Callejero: os times são compostos por meninos e meninas, as regras são definidas pelos próprios jogadores, não há juízes e nem sempre quem faz mais gols vence. O que vale mais é o respeito aos compromissos estabelecidos entre os atletas, a valorização da solidariedade e do companheirismo.

Os jogadores e jogadoras que irão representar o Brasil são da periferia da grande São Paulo e da cidade de São Carlos, no interior do Estado. Desde o começo do ano, eles têm aprendido os princípios que orientam o Fútbol Callejero e como utilizar a metodologia para resolver os conflitos durante os jogos e fora deles.

Rodrigo Medeiros, coordenador de mobilização do Mundial, explica que a escolha dos meninos e meninas que irão formar as duas delegações brasileiras é parte do processo de formação, mostrando o quanto eles absorveram de valores como o companheirismo e o respeito ao próximo.

“A verdade é que todos querem jogar, é a “Copa do Mundo” deles, mas os jovens aprenderam que, no futebol de rua, o mais importante não é só jogar bem, esse é um estilo de jogo que não valoriza só as qualidades individuais, mas a questão do grupo e o respeito às regras, que eles criaram”, explica Medeiros.

Os polos que, neste próximo domingo, vão participar dessa seleção são: Capão Cidadão, Cedeca Sapopemba, Projeto Meninos e Meninas de Rua, Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Unas Heliópolis.

Medeiros explica que, em cada um desses locais, existe a figura do mediador, que é o responsável por ensinar esse tipo de jogo e que define, sempre em conjunto com os meninos e meninas que treinam, quem serão os representantes desses polos. A única regra já estabelecida é a presença de dois atletas de cada polo em cada delegação.

Hoje, mais de 200 organizações em todo o mundo praticam o Futebol de Rua, mobilizando cerca de 100 mil crianças e jovens. A metodologia também é ponto de destaque na rede latino-americana chamada Movimiento de Fútbol Callejero, que envolve 12 países.

Serviço

Mais informações:

Escolha coletiva das delegações brasileiras do Mundial de Futebol de Rua
Data/hora: 22 de junho, a partir das 10h00
Local: Clube Escola Raul Tabajara (Rua Anhanguera, 484 – Barra Funda. São Paulo/SP)

 

do Catraca Livre

Entre 1º e 12 de julho, São Paulo recebe 28 delegações de 24 países para participar do Mundial de Futebol de Rua. Os jogos acontecem sempre às 14h, com entrada Catraca Livre. Os grupos ficam hospedados em 6 CEUs (Centro de Educação Unificado), localizados em bairros da periferia paulistana.

Na primeira fase do campeonato, além das partidas eliminatórias – das quais apenas 16 times passam para a próxima etapa – os centros ainda recebem atividades culturais e debates promovidos em articulação com as comunidades do entorno.

Entre os dias 7 e 11 de julho, acontecem as oitavas e quartas de final na Arena do Largo da Batata. Já no dia 12, a grande arena da Avenida Ipiranga recebe os jogos da semi-final e final. Antes dos jogos decisivos, as outras 28 seleções fazem partidas de exibição entre si, e shows musicais complementam a festa.

São 6 polos que atuam implementando a metodologia do Futebol de Rua: CEU Capão Redondo, CEU Cedeca Sapopemba, Projeto Meninos e Meninas de Rua, Movimento Nacional da População Moradora de Rua, Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e UNAS de Heliópolis.

da Agência Brasil

Um campeonato de futebol em que nem sempre a equipe que faz mais gols sai vencedora e em que valores como a solidariedade, o cumprimento de regras e a cooperação sempre contam pontos. Este é o Mundial de Futebol de Rua, evento que entra em sua terceira edição e ocorre na capital paulista entre os dias 1º e 12 de julho, quase ao mesmo tempo que a Copa do Mundo.

Nesta edição, a primeira sem vinculação com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 300 jovens e adolescentes entre 16 e 21 anos, de 24 países, participam do evento. “No encontro com organizações no Uruguai, em 2012, houve um rompimento com a Fifa ao entender que ela é uma grande violadora de direitos”, disse Rodrigo Medeiros, coordenador de mobilização do Mundial de Futebol de Rua, que ressaltou que o evento não é uma mobilização contra a Copa. “Não temos um discurso contra a Copa do Mundo, mas queremos pontuar violações de direitos que ocorrem por causa do evento. A Copa do Mundo é um evento para homens adultos e jovens. Onde estão as mulheres e as crianças? Não existem ações pensadas nisso”, acrescentou.

Neste campeonato, as regras são um tanto quanto diferentes de um jogo profissional de futebol. Dois times mistos entram em campo, mas não há um juiz, e sim um mediador. Além disso, há três tempos técnicos: no primeiro, os times e o mediador definem as regras básicas do jogo. No segundo, a bola rola levando em conta as regras que foram definidas anteriormente. O terceiro tempo é dedicado à reflexão, em que os participantes conversam sobre a partida. Também é neste momento em que ocorre um diálogo sobre os valores e a atribuição de pontos.

“Cada regra estabelecida vale um ponto. Inclusive, o time que ganhou leva três pontos e, o time que perdeu, sai com um ponto para não sair derrotado. Há três regras como pilares: respeito, cooperação e solidariedade, fora outras que são criadas a cada jogo. Então, o time que ganha por gols não necessariamente ganha a partida na somatória dos pontos. Não é só o gol que faz a pontuação, mas o cumprimento das regras”, explicou Medeiros.

As delegações ficarão hospedadas em seis centros de educação unificados (CEUs) da capital. As unidades também vão receber atividades culturais e debater com as comunidades do entorno, contribuindo para um intercâmbio cultural.

A primeira fase do campeonato acontece entre os dias 1º e 6 de julho, quando acontece o intercâmbio cultural dentro dos CEUs. Entre os dias 7 e 11 de julho, fase em que ocorrem as oitavas e quartas de final, os movimentos sociais vão ocupar o Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, para fazer plenárias e assembleias.

“Serão cinco dias de ação no Largo da Batata e de discussões sobre violações de direitos humanos, tais como a questão da criança e do adolescente em grandes eventos, a desapropriação durante a Copa e a higienização das cidades nessa época. O Largo da Batata será uma grande tribuna popular durante os jogos”, disse Medeiros. “Acontecem dois jogos pela manhã e um à tarde e, no encerramento, um debate. Todos os dias haverá um debate público”, acrescentou. No dia 12 de julho, as partidas semifinais e a grande final serão realizadas entre a Avenida Ipiranga e a Avenida São João, no centro de São Paulo.

“Entendemos que o futebol sozinho não faz a revolução ou a mudança social que a gente espera. Mas é uma ferramenta poderosa para a incidência de políticas públicas, que é o nosso grande objetivo tal como ocupar a cidade e discutir os direitos humanos com a prática do futebol. É um futebol colaborativo”.

Rede Brasil Atual

Julho de 2014, Brasil: jogadores de futebol de todos os continentes estão no país para disputar a Copa do Mundo. Mas não só aquela tradicional organizada pela Fifa. Nesta época a bola vai rolar também na Copa do Mundo de Futebol de Rua, que reunirá 300 adolescentes de comunidades pobres de 24 países em São Paulo, para um torneio que espera um público de pelo menos 10 mil pessoas.

É esse futebol mesmo que você pensou – e muito possivelmente já jogou: na rua, sem juiz, com colegas de diferentes idades e tipos físicos, sem as delimitações do campo e vez ou outra interrompido para ajustar alguma regra de última hora. O jogo sairá da rua para ser disputado em duas arenas públicas montadas no Largo da Batata, na zona oeste, onde ocorrerão as oitavas e quartas de finais, e na avenida Ipiranga, na região central, onde será a semi-final e a grande final.

A disputa, que ocorre de 7 a 12 de julho, segue a metodologia chamada Futebol de Rua, desenvolvida na Argentina pelo ex-jogador Fabian Ferraro, que idealizou o Movimiento Fútbol Callejero. Só no país vizinho ele já é utilizado por 1.200 organizações sociais, em geral na região da Patagônia, nas favelas de Buenos Aires e na região metropolitana da cidade.

O Futebol de Rua é necessariamente jogado com equipes mistas, sendo necessário pelo menos um menino ou uma menina no time. As regras são definidas entre as duas equipes, com base em princípios de cooperação, solidariedade e participação. Ganha quem mais respeitá-las.

Não existem juízes e sim mediadores, que têm a função de apenas facilitar o jogo. Ele é divido em três tempos: no primeiro, os dois times entram em um acordo sobre qual serão as regras, com a ajuda de um mediador social; no segundo, a bola rola com ousadia, alegria e respeito aos combinados estipulados no primeiro tempo; no terceiro, os jogadores conversam sobre como será atribuída a pontuação e fazem as contas. Afinal, dependendo do que foi acordado, um gol feito coletivamente pode valer mais pontos que o gol de um único atleta.

“Com o futebol criamos espaços de diálogo e de democracia, como uma ferramenta de cidadania”, conta Ferraro. “Tentamos recuperar a essência do futebol de rua, atuando muitas vezes em zonas de conflito. A ideia é possibilitar que esses jovens comecem a ter voz em suas comunidades.”

“Na verdade, é só ajuda-los a fazer o que sempre fizeram nas brincadeiras, mas alertando sobre os princípios de solidariedade. A gente só saiu das ruas e foi para a quadra”, explica o educador social Marcelo Borges, que treina 15 meninas e dois meninos de Heliópolis, na zona sul, para participar da disputa. Os treinos são todas as terças e quintas, das 20h30 às 22h, na quadra da União de Núcleos, Associações e Sociedade de Moradores (Unas) de Heliópolis. “Mas não vamos deixar ninguém de fora. Aqueles que não foram para a Copa disputarão campeonatos paralelos”, conta a mediadora Adriana Nascimento, também de Heliópolis.

São Paulo tem seis polos onde se pratica futebol de rua: Capão Cidadão, Cedeca Sapopemba, Projeto Meninos e Meninas de Rua (São Bernardo), Movimento Nacional da População Moradora de Rua e Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, além da Unas de Heliópolis. Os atletas se reunirão em duas seleções, que disputarão com delegações de países como Chile, África do Sul, Austrália, Alemanha, França, Filipinas e Estados Unidos.

Eles ficarão hospedados em seis Centro de Educação Unificados (CEUs), localizados em bairros da periferia de São Paulo, que foram cedidos pela prefeitura. Enquanto os jovens não estiverem nos jogos, eles participarão de atividades culturais com artistas das regiões. “Nossos meninos da Patagônia viajarão por 54 horas de ônibus para chegar a São Paulo”, diz Ferraro.

“Essa aqui é o nosso Neymar”, brinca a jogadora Jackeline Miranda, de 19 anos, apontando para a colega de time Bruna Eduarda, de 20 anos. “Não é verdade! Jogamos todas juntas e aprendemos umas com as outras e com os meninos. Eu amo futebol e por isso sonho em estudar educação física”, conta. “Aqui entre nós já temos nossas regras combinadas: não tem lateral, o goleiro pode sair e jogamos um no gol e três na linha. No mundial vamos ter que combinar com os outros times, com pessoas que falam outras línguas. Vai ser interessante”, completa Jackeline, entusiasmada.

Esta é a terceira vez que o Mundial de Futebol de Rua é realizado em paralelo à Copa do Mundo. A primeira foi na Copa da Alemanha, em 2006, e depois na Copa da África do Sul, em 2010. Essa, porém, é a primeira ocasião em que todos os continentes terão times na disputa.

“Em 2009 a Fifa nos procurou oferecendo uma parceria para o realizar o evento, mas não foi como imaginamos. A entidade entende o futebol como um negócio e nós, como desenvolvimento social. Por isso, este ano decidimos não aceitar a parceria e estamos muito satisfeitos com a magnitude que o evento vem tomando”, conclui Ferraro.